Zoneamento do abacaxi vai incrementar desenvolvimento de Umburanas




Produção na região pode ser triplicada
(Umburanas - Ba) – “Assim como aconteceu com a cidade de Itaberaba, o abacaxi vai mudar a vida econômica e social do município de Umburanas”, disse na manhã desta sexta-feira, (30), o secretário estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, ao anunciar que o município foi incluído pelo Ministério Agrícola no zoneamento agrícola, conforme portaria publicada no Diário Oficial da União, atendendo à reivindicação do governo do Estado. A notícia foi recebida com palmas pelo prefeito Raimundo Nonato da Silva, secretários de Agricultura de cidades vizinhas e mais de uma centena de produtores reunidos na sala de eventos do Fórum da Cidadania de Umburanas. Salles afirmou que “vamos mudar a realidade de toda região e dar sustentabilidade à cadeia do abacaxi, que é cultivado aqui essencialmente por agricultores familiares”. Ele informou ainda que busca junto ao Mapa também a inclusão no zoneamento dos municípios de Ourolândia, Mirangaba e Campo Formoso.
O zoneamento desta cultura é um marco importante para o município que conta hoje com 1.200 hectares plantados e cultivados por centenas de agricultores familiares, e produção anual de 19 mil toneladas, segundo dados da Secretaria da Agricultura de Umburanas. De acordo com o secretário, a expectativa agora é que o município possa até triplicar a produção, transformando o município em um dos maiores produtores do País. Entre outras conseqüências positivas, o zoneamento permite que os agricultores tenham acesso a créditos para custeio e investimentos.
Nesse sentido, a gerente de negócios - Pronaf do Banco do Nordeste do Brasil, BNB em Jacobina, Luciene Rosas do Carmo, complementou a boa notícia divulgada pelo secretário: “a partir de dezembro nós já estaremos iniciando as operações de custeio”. Em novembro, as solicitações de créditos já deverão estar sendo analisadas pelo banco. Para viabilizar a elaboração dos projetos, técnicos da EBDA e da Adab serão designados para visitar as áreas plantadas e elaborar o orçamento de produção.
Ficou definido também que até o mês de novembro próximo, um seminário será realizado no município com o objetivo de atrair novos agricultores para plantarem abacaxi e discutir o crescimento da abacaxicultura na região. Durante o evento o BNB fará o cadastramento dos produtores interessados em contratar financiamento.
“Nós sabemos plantar e agora com essa boa notícia nós vamos desenvolver planos de desenvolvimento com as cooperativas e associações”, disse o presidente da Cooperbahia, Cícero Gomes, que com o prefeito Raimundo Nonato e os membros do Comitê Gestor do Abacaxi haviam solicitado à Secretaria da Agricultura que intercedesse junto ao Ministério da Agricultura para incluir o município no zoneamento agrícola do abacaxi.
Com produção de 140 mil toneladas registrada no ano de 2010, a Bahia se mantém como quarto maior produtor de abacaxi, atrás do Pará, Minas Gerais e Paraíba. A produção no Estado representa 10% da produção nacional. 54% da produção estadual está concentrada nos Território de Piemonte do Paraguaçu e Diamantina.
Assistência técnica e indústria
O secretário Eduardo Salles anunciou que nos próximos dias a prefeitura de Umburanas e a Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola, EBDA, vão assinar convênio para a implantação de um Posto Avançado, Pavan, no município, atendendo à solicitação dos agricultores familiares, no sentido de ampliar a assistência técnica aos produtores de abacaxi.
Outra questão defina no encontro do secretário com os produtores foi a busca de alternativas para reativação de uma indústria instalada há alguns anos na região, e que não funciona, para verticalizar a cultura, produzindo abacaxi desidratado.
“Estamos entrando em uma nova era do abacaxi no município”, disse o prefeito Raimundo Nonato, aceitando a sugestão do secretário de realizar anualmente a Festa do Abacaxi, como já acontece em Itaberaba. “Eventos assim fortalecem a cultura e cria a tradição na região”, explicou.
Ascom Seagri – 30 de setembro de 2011
Josalto Alves – DRT-Ba 931


Cultivo comercial da carambola garante bom retorno ao produtor

A fruta tem poucas calorias, é saborosa, rica em vitamina C e minerais. Nativa da Ásia, a carambola chegou ao Brasil há pelo menos dois séculos.
 
A carambola chegou ao Brasil há pelo menos dois séculos e se deu tão bem nas nossas terras, que virou planta comum em quintais e pomares domésticos das regiões mais quentes do país. Mas a carambola também é cultivada em plantações comerciais. Em São Paulo, ela vem dando bons resultados para um grupo de agricultores.

A fruta, além de ser bonita e saborosa, é rica em vitamina C e minerais. Ela ainda tem poucas calorias. Nativa da Ásia, não é preciso nem precisa descascar para comê-la.

As primeiras mudas comerciais de carambola chegaram ao noroeste de São Paulo pelas mãos de Kiyoshi Shimazaki. O agricultor nasceu na Primeira Aliança, comunidade fundada por imigrantes japoneses em Mirandópolis, há 86 anos, e assim como seus pais, sempre viveu e trabalhou na roça.

De olho no mercado, foi um dos pioneiros da fruticultura na região. “Eu vi que a fruta, no futuro, era um bom negócio, e aí comecei a investir, porque dá em quantidade”, afirma.

O sítio da família Shimazaki tem 100 hectares. Kiyoshi cuida da propriedade com a ajuda do filho Júlio, que também é técnico agrícola. O pomar é bem diversificado, com mexerica, graviola, abiu, manga e pitaia.

O plantio de carambola começou há 30 anos. Hoje, já são mais de mil pés. O começo não foi fácil porque naquela época ninguém entendia muito da fruta e não havia nem produtor de muda em São Paulo. Por isso, Kiyoshi saiu andando pela vizinhança à procura de sementes. Do primeiro plantio, cem pés de carambola vingaram e entre eles um chamou atenção.“Dos cem, um estava muito bonito, então eu investi nele”, conta.

Em parceria com a Esalq, a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, Kiyoshi foi selecionando os filhos dessa planta e criou uma nova variedade, batizada como ‘C1’.

A família Shimazaki hoje produz quatro variedades diferentes de carambola. Com diversidade de cores, tamanhos e sabores, a família consegue agradar os mais diferentes consumidores.

A caramboleira é uma árvore muito produtiva, uma única planta pode render até 500 quilos de fruta por ano. Para isso, é preciso investir no manejo. “A carambola exige muito da adubação. Fazemos a química no máximo quatro vezes ao ano, uma adubação orgânica, duas vezes ao ano, e mensalmente uma adubação foliar”, explica o agricultor, Julio Shimazaki.

O controle de pragas e doenças também tem que ser caprichado, como explica o agrônomo Roberto Cekiya, que dá assistência à propriedade. “A carambola não costuma ter muitos problemas com pragas ou doenças, mas a principal delas é a mosca das frutas e a lagarta. Elas causam uma lesão que deprecia a fruta para a comercialização. Outro problema ligado a doenças da carambola é o fungo”, afirma.

Para reduzir estes problemas, os frutos que caem no chão são recolhidos e retirados do pomar. O controle é feito com a aplicação de inseticidas e fungicidas. Para controlar o mato, a família Shimazaki não usa herbicida, só capina. O serviço é feito por uma roçadeira, que além de cortar as plantas, joga a palhada debaixo das fruteiras.

“Com uma roçadeira ecológica, o capim é jogado totalmente embaixo da copa. Com isso, há um abafamento das ervas daninhas. Não precisamos usar herbicidas, mantemos a umidade do solo, deixamos ele mais fresco. Assim fazemos um trabalho ecologicamente correto”, afirma Júlio Shimazaki. Outra medida importante: para não faltar água e não comprometer a produtividade, todo o pomar é irrigado.

Naturalmente, a carambola produz por seis meses ao longo do ano, mas a família Shimazaki utiliza um sistema de manejo que estende essa produção por onze meses. A técnica consiste em uma poda feita de forma alternada. O corte dos galhos induz a planta a florar. A área é dividida em talhões e a cada semana um deles é podado. Assim, a produção vai se estendendo ao longo do ano.

“Primeiro é feito uma limpeza na entrada, chamada de janela, para ventilar melhor. Depois se faz uma limpeza na planta, retirando brotos improdutivos. No meio é tirado o broto ladrão, um galho ereto, que fica posicionado lá no centro. Ele é considerado ladrão porque não produz nada. Isso é tirado aleatoriamente para a árvore não ficar totalmente careca. É só para ficar uma copa mais baixa”, explica o agricultor.

A poda também serve pra evitar que as plantas fiquem muito altas. Para facilitar a colheita, o ideal é que a caramboleira tenha no máximo, dois metros e meio de altura.

Do campo, as frutas seguem para o barracão, onde são selecionadas e embaladas. “Hoje a nossa produção chega a cerca de 200 toneladas de fruta ao ano”, afirma o agricultor.

Animados com o sucesso da família Shimazaki, outros produtores decidiram investir nessa fruta, como Mílton Murai, que há onze anos, só planta carambola. “Para ter uma carambola de boa qualidade, tem serviço para o ano todo, então não tem dado tempo para fazer outra coisa, por isso produzo apenas a carambola”, declara o agricultor.

Mílton cuida sozinho das 340 caramboleiras. De manhã faz a colheita e depois de cumprir a meta do dia se dedica a outras atividades, como o raleio dos frutos. “Como a árvore fica muito carregada, a gente tira um pouco para as melhores poderem crescer, a gente costuma tirar as que ficam presas entre os galhos, e que estão machucadas ou tortas”, explica.

Na hora de preparar as frutas para a venda, Milton conta com a ajuda da mãe e da mulher. Por ano, a família Murai produz 15 mil caixas, com dois quilos de carambola. “Por cada caixinha eu tiro dois reais”, afirma.

Assim como a família Shimazaki, Mílton manda toda a produção para a cidade de São Paulo. As carambolas sadias, mas sem padrão pra mesa, ficam em Mirandópolis, em uma fábrica que produz frutas desidratadas. “Aqui nós processamos as frutas da região, como a goiaba, o abacaxi, a carambola, manga e o mamão”, diz Paulino Nakashima, dono da indústria.

As carambolas são lavadas, higienizadas, fatiadas e vão para uma estufa, que retira toda a água das frutas. “Em média leva de 10 a 12 horas para a carambolas desidratar”, explica.

Depois desse processo, as estrelinhas de carambola estão prontas para o consumo. “Em cada safra processamos mais ou menos três toneladas, o rendimento varia de cinco a dez por cento. A cada três toneladas dá em torno de 300 quilos", conta.

Seca ou in natura, a carambola tem mercado, principalmente nos grandes centros urbanos, o que vem garantindo um bom retorno para os produtores da região. O cultivo da carambola tem espaço para crescer no Brasil, porque a fruta só não vai bem nas regiões frias e sujeitas a geadas.

 Fonte de pesquisas : Globo Rural


Produção de frango cresce na Bahia

O aumento da produção de grãos no oeste na Bahia está permitindo que o Estado se consolide como um importante produtor de carne de frango. A maior disponibilidade de matéria-prima tem favorecido a expansão das granjas de criação de frango de corte na Bahia, a exemplo do que aconteceu nos Estados do Centro-Oeste.

Dados da União Brasileira de Avicultura (UBA) mostram que o alojamento de pintos de corte na Bahia cresceu no ano passado 13,3%, para 107,47 milhões de aves, duas vezes acima da média nacional, que foi de 6,2%.
Entre os Estados que fazem parte da nova fronteira agrícola brasileira (BA, MA, PI e TO), a Bahia se destaca como maior produtor de frango e bem na frente dos demais. Enquanto o Piauí alojou 22,62 milhões de aves no ano passado, Maranhão e Tocantins tiveram um alojamento de pouco mais de 18 milhões de frangos. Juntos, os três Estados alojaram pouco mais da metade do que foi produzido pela Bahia sozinha em 2008.
"A indústria de frango da Bahia era grande importadora de grãos e acabávamos colocando nos produtos uma carga tributária que vinha de outros Estados", afirma Marcelo Plácido Correia, presidente da Associação Baiana de Avicultura (Aba). Ele lembra que no fim da década de 90, o alojamento de pintos de corte era de 3 milhões por mês, aproximadamente 35 milhões por ano. Hoje, o alojamento de aves se aproxima de 10 milhões por mês.
Esse avanço na avicultura, de fato, tem uma forte relação com o aumento da produção de grãos. Na última década, a produção de milho quase dobrou, passando de 1 milhão para 1,99 milhão de toneladas na safra 2008/09, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). No caso a soja a situação não é diferente. No mesmo período, a produção passou de 1,15 milhão para 2,41 milhões de toneladas, apresentando um crescimento de 109,6%.
Agência Estado


Projeto de lei do Governo da Bahia estimula atividade de agricultores familiares

Como parte das ações do mais novo programa do Estado de apoio à atividade socioprodutiva, o Vida Melhor, o Governo da Bahia enviou, nesta terça-feira (6), à Assembleia Legislativa do Estado, um projeto de lei que visa fomentar a economia e a produtividade agrícola, além de equacionar o endividamento dos agricultores familiares. O objetivo é ampliar o acesso ao crédito rural, estimulando a produção e a comercialização de produtos da agricultura familiar. A proposição possibilitará a absorção, pelo Fundo de Desenvolvimento Social e Econômico (Fundese), de até 2% do valor a ser pago por mutuários adimplentes em financiamentos contratados junto a instituições oficiais e cooperativas rurais, estimulando o crédito para agricultores familiares em situação de maior vulnerabilidade social e produtiva. Com esta medida, os pequenos produtores que desenvolvem atividades no semiárido não pagarão juros nos empréstimos, pois esses encargos serão absorvidos pelo Estado. O PL autoriza o Fundese a custear até 20% do saldo devedor das operações de crédito rural, com vistas a apoiar os agricultores familiares residentes nos municípios baianos da região semiárida – que tenham população inferior a 20 mil habitantes – no processo de renegociação de suas dívidas no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

Condições diferenciadas
Segundo o coordenador-executivo do Programa Vida Melhor da Casa Civil/BA, Fábio Freitas, o Governo da Bahia reafirma o compromisso com a agricultura familiar e o seu papel estratégico para o desenvolvimento socioeconômico do estado. “Além do acesso a uma linha de crédito diferenciada, o governo assume os juros da operação e incentiva a regularização creditícia para os produtores dos municípios mais vulneráveis do nosso semiárido, melhorando assim as condições de trabalho e renda na agricultura familiar”. O superintendente da Agricultura Familiar da Secretaria de Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri), Wilson Dias, disse que as medidas estimularão a aplicação do crédito rural de baixo custo e longo prazo, possibilitando o desenvolvimento das atividades agropecuárias da população de menor renda. “Vamos tirar da invisibilidade segmentos sociais do meio rural baiano tipicamente sem acesso ao crédito, como as mulheres e os jovens rurais, além de contribuir com a superação das adversidades do clima seco, para gerar produção e renda em locais tradicionalmente limitados”.
Alterações
O PL altera a Lei nº 7.599, de 7 de fevereiro de 2000, que dispõe sobre o Fundese, e a Lei nº 11.611, de 1º de outubro de 2009, a qual institui medidas de estímulo à renegociação de dívidas oriundas do Pronaf. 

Por: Antônio Lima


DIAGNÓSTICO IDENTIFICARÁ PRODUÇÃO AGROPECUÁRIA NO TERRITÓRIO LITORAL SUL

Um diagnóstico da agropecuária para conhecer o que é produzido nos 26 municípios do Território Litoral Sul será elaborado pelo Fórum de Secretários de Agricultura da região. Com apoio e participação da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), Agência de Defesa Agropecuária da Bahia, (Adab), Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), Ceplac e prefeituras, os integrantes do fórum se reuniram, no município de Camacan, e também apontaram a necessidade de identificar a vocação de cada município do território. A realização do diagnóstico foi anunciada pelo presidente do fórum e secretário da Agricultura e Meio Ambiente de Itabuna, Antonio Marcelino de Oliveira Santos, durante encontro de 20 dos 26 secretários da pasta na região, com o secretário estadual da Agricultura, Eduardo Salles. A reunião aconteceu na sexta-feira (2) na Câmara de Vereadores de Camacan. Segundo o secretário, o diagnóstico é uma ação estruturante e fundamental para orientar a formatação de políticas públicas. “Com esse inventário, podemos avançar muito, buscando recursos do Ministério do Desenvolvimento Agrário, do Ministério da Agricultura e do Ministério do Desenvolvimento Social”, disse Salles. O fórum irá se reunir, na primeira terça-feira de cada mês, com a presença de Jeandro Laytynher Ribeiro, diretor da Superintendência de Agricultura Familiar (Suaf), representando a Seagri. A reunião com os secretários integrou a programação do Projeto Seagri Itinerante entre os dias 31 de agosto e 2 deste mês, em Camacan.


Associação Rural do Jacarandá inaugura fábrica Agroindustrial em Ibicaraí

Com uma ação inédita na região, o governo municipal, com o apoio dos governos estadual e federal, inaugurou nesta terça-feira (30), uma fábrica agroindustrial, na zona rural do município de Ibicaraí, na região do Jacarandá, que vai proporcionar cinqüenta empregos diretos e mais de trezentos indiretos.

A Prefeitura de Ibicaraí, junto com a Associação Rural do Jacarandá, conseguiu através de projetos voltados a ações coletivas de gerações de rendas, e as associações de comunidades carentes das zonas rurais, a implantação de uma micro-indústria de derivados do cacau, da cana-de-açúcar e frutas silvestres provenientes da região. A produção gerada por ações da fábrica, serão divididas proporcionalmente entre os associados, depois de eliminados os devidos tributos, e os incentivos para futuros projetos de crescimento em prol da comunidade.

Estiveram presentes a inauguração da unidade o Prefeito Lenildo Santana e seu vice, Lula Sampaio, o Diretor de Coordenação de Desenvolvimento Agrário (CDA) Luís Anselmo Pereira, Claudio Dourado, Prefeito de Ibicuí, Josefina Castro, Prefeita de Coaraci, Drª. Sandra Cardoso, Prefeita de Floresta Azul, agricultores e representantes de associações e cooperativas de vários municípios, o Padre Pedro com representante de uma comunidade quilombola da região de Morro do Chapéu e mais de seiscentas pessoas de várias localidades.

O evento teve início às 08:30 com uma oração de agradecimento acompanhado de um café da manhã. Às 10:00 foi feito a apresentação das autoridades que contribuíram para o fortalecimento da agricultura familiar e implantação da agroindústria na região. Às 11:00 foi assinado contratos da associação para aquisição de uma propriedade rural através do crÉdito fundiário. Às 11:30 foi inaugurado o 1º módulo agroindustrial, em seguida foi feita a visitação com apresentação das instalações e os maquinários pelo técnico responsável Eng.º João Cabral, apresentações culturais realizadas por alunos do PROJOVEM e PETI, e logo em seguida o almoço que foi servido a todos os presentes ao evento.

No discurso de inauguração o Prefeito Lenildo Santana agradeceu a presença de todos: “A instalação dessa da fábrica se justifica, não só por que será o primeiro empreendimento dessa natureza na região, mas porque criará uma nova oportunidade agroindustrial no município, implementando a política estadual de desconcentração espacial e formação de adensamentos industriais nas regiões com menor desenvolvimento econômico e social além da agregação de valor dessa importante cultura da agricultura familiar”.

Dando continuidade ao evento, logo após o almoço foi feita uma visita a fábrica de chocolate da agricultura familiar de Ibicaraí onde foi encerrado o evento.

Por: Antônio Lima


Prefeito e secretários inauguram Módulo Agroindustrial

O prefeito de Ibicaraí, Lenildo Santana,  participará  no dia 30 de agosto, na próxima  terça-feira, às 11:30h, da inauguração do 1º Módulo Agroindustrial da Agricultura Familiar da Região do Jacarandá, localizado na rodovia Ibicarai\ Coaraci .
A programação terá início às 8:30h, com abertura dos trabalhos, Oração da manhã e café da manhã da agricultura familiar. Às 10h, composição da mesa com as autoridades que irão participar do evento e às 11h agradecimento da diretoria da Associação Rural Jacarandá ao prefeito Lenildo Santana, ao chefe de Gabinete do Governador, Dr. Edmon Lucas, a superintendente da CONAB na Bahia e Sergipe,  Dra. Rose Pondé  ao secretário de Desenvolvimento Social e Combate à Fome,  Carlos Brasileiro e ao Coordenador de Desenvolvimento Agrário (CDA), Luis Anselmo pela contribuição para o fortalecimento da Agricultura Familiar.
Às 11:30h, será realizada a inauguração do 1º Módulo Agroindustrial da Agricultura Familiar da região de Jacarandá, apresentação do maquinário da agroindústria sob a responsabilidade técnica do engenheiro João Cabral, show cultural “Aipim e Banana”. Depois do  almoço, às 14:30h,  a comitiva visitará a   Fábrica de Chocolate da Agricultura Familiar de Ibicaraí.
Desde o início de sua administração o prefeito Lenildo Santana vem trabalhando no sentido de melhorar a situação dos minis, pequenos e médio produtores  com parcerias com o governo do Estado da Bahia. A administração que trabalha sério neste setor se orgulha dos resultados que vem sendo obtidos.
O prefeito entende que o conjunto de ações desenvolvido faz com que a agricultura familiar venha se fortalecendo. “Nunca em Ibicaraí uma administração se preocupou tanto como a nossa em trabalhar pelos produtores no sentido de gerar renda e emprego. A união e o trabalho desenvolvidos são fundamentais para o sucesso que neste momento já está sendo alcançado”.
Recursos da ordem de R$ 800,000,00 (oitocentos mil reais) serão aplicados na implantação de uma empresa de agroindustria familiar, com a compra de maquinários, capacitação de pessoas com objetivo de produzir e agregar valor aos produtos produzidos aos associados da associação Rural Jacarandá.  Ibicaraí é o município articulador da agricultura familiar na região cacaueira. 

Fonte: ASCOM - Riedson Trindade


Chuchu

De manejo fácil e colheita durante o ano inteiro, o produto apresenta boa composição nutricional e tem grande aceitação no mercado nacional

Revista Globo Rural
A fama de vegetal sem graça e sem sabor não faz jus às qualidades do chuchu. Enquadrado na categoria de hortaliça-fruto, ele é rico em fibras, possui vitaminas A, B1 e C, potássio, magnésio, fósforo e ferro. Além de conter muita água, tem baixo teor de calorias e é digestivo, o que o torna um excelente diurético, indicado ainda como auxíliar no controle de hipertensão, problemas renais e urinários. Não bastassem essas propriedades, ele é também a escolha certa para quem tem interesse em cultivar uma hortaliça fácil de produzir, rústica, que não exige tratos especiais no manejo, cresce bem em pequenos espaços e nasce em qualquer lugar. Tudo o que o chuchu precisa é de um local sombreado e fresco para germinar. Apoiado em uma latada ou caramanchão, a planta se desenvolve sem dificuldades.

Mercado também não é um problema para o chuchu, que tem demanda firme entre os consumidores do país. Como exemplo, ele figura em quatro lugar – perde apenas para tomate, cenoura e pimentão – entre os legumes mais comercializados no primeiro semestre do ano no terminal paulistano da Companhia de Entrespostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), o maior centro de distribuição de hortifrútis do país. Nada mal para um produto tido como “sem graça”.

De sabor suave, o chuchu é comumente utilizado na composição de saladas, refogados, recheios de tortas, suflês, sopas e cremes. Sua casca apresenta-se lisa ou com pequenos espinhos, podendo ser arredondado ou ter a forma de pera. A cor do produto é sempre verde, variando do claro ao bem escuro.

Nasce do chuchuzeiro (Sechium edule), uma cucurbitácea perene. O caule da planta serve para fabricação de papel, e os feixes tratados são utilizados na confecção de chapéus. Cozidas, fritas ou reduzidas a fécula para a preparação de doces, as raízes, que ficam a 25 centímetros de profundidade, também são comestíveis. O chuchuzeiro é uma trepadeira que deve ser conduzida por meio de tutoramento. Com ramas longas e filamentos enrolados – as gavinhas –, desenvolve-se bem sobretudo em locais onde o clima é ameno. Geadas ou calor em excesso podem interferir na brotação e no pegamento do fruto, que também é conhecido como caxixe ou machucho.


MÃOS À OBRA
>>> INÍCIO O plantio do chuchuzeiro é feito com chuchus-semente, frutos obtidos na própria plantação. Para dar início a um plantio, procure por produtores mais experientes, com matrizes selecionadas e frutos mais sadios. Eles devem ser bem formados, originários de culturas uniformes, produtivas e livres de pragas e doenças.
>>> AMBIENTE O cultivo do chuchuzeiro adapta-se melhor em áreas com temperaturas amenas, variando entre 15 ºC e 25 ºC. Durante o inverno, o frio intenso e as geadas impedem o desenvolvimento do plantio. A queda de flores é provocada por calor e chuvas em excesso, além de doenças fúngicas.
>>> PLANTIO Pouco exigente em solo, sendo inclusive muito tolerante à acidez, o chuchuzeiro tem, no entanto, produtividade mais elevada quando encontra solos de textura média, soltos e leves, com boa fertilidade ou adequadamente adubados. A planta não tolera excesso de água e o solo deve ser bem drenado. Os chuchus-semente devem ser plantados após a pré-brotação. Para isso, são colocados sobre o leito de terra em local sombreado, ventilado e ligeiramente úmido, um ao lado do outro. Os maduros apresentam a semente germinada em 15 dias, porém, somente devem ser plantados quando o broto atingir cerca de 12 centímetros. Acomode os chuchus-semente no sulco ou na cova, sem cobrir com terra, evitando o apodrecimento. O simples contato com o solo provoca rápido enraizamento.
>>> LATADA A condução da planta é tradicionalmente em latada (espaldeira), pois os frutos pendentes tornam-se de coloração mais desejável e são mais visíveis na colheita. Construa a latada fincando mourões firmemente no solo e espaçados com três metros entre si para servir de suporte de fios de arame liso de números 12 ou 16. Faça uma malha de arames cruzados a 1,80 metro do solo, altura que facilita o manejo no plantio. Ao lado de cada mourão, planta-se um chuchu-semente germinado.
>>> ADUBAÇÃO Para a implantação da cultura, é necessário contar com fósforo em abundância, o que favorece o desenvolvimento das raízes. Também é preciso duas fontes de potássio. Adubações de cobertura podem ser aplicadas mensalmente, sobretudo quando se inicia o crescimento da haste principal e o florescimento. No caso de manter a cultura no terreno por mais de um ano, aplica-se uma cobertura de nitrogênio e potássio antes da nova brotação, a qual ocorre no início da primavera.
>>> CUIDADOS A irrigação é fundamental para manter a boa produtividade da hortaliça. As regas devem ocorrer por sulco, cuja localização deve ser paralela à linha de plantio, para permitir molhamento ao redor de cada planta. Também pode ser feita por aspersores instalados na extremidade de tubos a dois metros do solo. O sistema de gotejamento vem sendo utilizado mais recentemente.
>>> PRODUÇÃO Após o plantio do chuchu-semente germinado, são necessários de 80 a 110 dias para começar a colheita. No auge do desenvolvimento de ramas e frutos, pode ser necessário realizar colheita em dias alternados, obtendo-se frutos tenros e mais adequados para a comercialização.

RAIO X
>>> SOLO: solto, leve e de textura média, com boa fertilidade ou adubado
>>> CLIMA: temperatura amena, entre 15 ºC e 25 ºC
>>> ÁREA MÍNIMA: cinco metros quadrados
>>> COLHEITA: de 80 a 110 dias após o plantio
>>> CUSTO: o chuchu-semente é oriundo da própria plantação


*Caroline Pinheiro Reyes é engenheira agrônoma e analista do Setor de Implementação da Programação de Transferência de Tecnologia (SIPT) da Embrapa Hortaliças, Rod. Brasília-Anápolis, BR-060, km 9, Gama (DF), Caixa Postal 218, CEP 70359-970, tel. (61) 3385-9039
Onde comprar: horticultores espalhados pelo país podem fornecer o chuchu-semente
Mais informações: Serviço de Atendimento ao Cidadão da Embrapa Hortaliças (SAC), tel. (61) 3385-9110, sac@cnph.embrapa.br
por João Mathias | Consultora Caroline Pinheiro Reyes  


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