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Pecuária de precisão gera 70% de redução de custos

A falta de atenção a detalhes simples como a quantidade de ração destinada ao gado pode significar milhares de reais perdidos ao longo do ano
A falta de atenção a detalhes simples como a quantidade de ração destinada ao gado pode significar milhares de reais perdidos ao longo do ano. De olho nesta oportunidade de mercado, a Casale lançou um equipamento que pode gerar uma economia de 70% nas despesas totais dos pecuaristas.
“Faça uma conta rápida. Só em desperdício perde-se pelo menos 5% da alimentação do boi. Consideremos 180 dias de semiconfinamento, cinco quilos por dia a R$ 0,90, para três mil animais e teremos um prejuízo de R$ 121 mil. Nosso menor equipamento, capaz de reduzir a zero a perda com ração e atender este volume de gado custa R$ 65 mil”, conta Celso Casale, presidente da empresa de máquinas agropecuárias que carrega seu sobrenome.
Em entrevista exclusiva ao DCI, o executivo chamou este último lançamento do mercado, intitulado Feeder SC, de “pecuária de precisão Casale”, que, segundo ele, trata-se de um distribuidor de ração inédito no mundo.
Visão de negócios


Sem dúvida, a pecuária, principalmente de corte, é o segmento de maior valor agregado no agronegócio e que tem oferecido os melhores patamares de faturamento.

De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), no acumulado do ano, o País exportou mais de 426 mil toneladas de carne bovina – queda de 15% em comparação com o mesmo período do ano passado. O faturamento nos quatro primeiros meses de 2015 soma US$ 1,8 bilhão, 17% abaixo de 2014. Porém, a expectativa do setor é que o quadro mude a partir do segundo semestre, com a retomada de importantes mercados, como a China e a Arábia Saudita.
Mesmo em um cenário de embarques menores que o registrado em 2014, o Indicador Esalq/BM&FBovespa, do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) aponta que ontem (27) o preço do boi gordo para São Paulo fechou a R$ 146,54 por arroba, média que tem se mantido em um dos patamares mais altos dos últimos tempos.
“Nós trabalhamos especificamente com este setor, tanto de corte quanto de leite. Os preços da carne indo bem estimulam o produtor rural a investir”, afirma Casale sobre o plano de fundo que sustenta lançamentos do porte do Feeder, que entre desenvolvimento e tecnologia embarcada contou com mais de R$ 3 milhões investidos pela empresa.
Em um ano de ajustes macroeconômicos e incertezas políticas, em que fabricantes de máquinas e implementos agrícolas já trabalham com estimativas de até 40% de recuo em vendas, a Casale projeta aumento entre 10% e 15% nos resultados de 2015, justamente pelo desempenho de preços da cadeia de carnes.
O equipamento se beneficia da possibilidade de suplementar pastos na época de chuvas. “Mostramos no ano passado um protótipo e agora viemos com o equipamento, que está sendo bem aceito no mercado”, lembra o presidente. Oficialmente, o primeiro lançamento foi realizado na Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação (Agrishow) de 2014 e na edição deste ano vieram equipamentos com novas adequações de tamanho, inclusive menores.
O produto
Dentre os diferenciais do Feeder estão o sistema de pesagem com GPS incluso e um software desenvolvido para monitorar o abastecimento e o consumo em todos os locais de distribuição, ou seja, a tecnologia tem capacidade para armazenar todos os dados durante o período de trabalho, desde a quantidade de suplementação embarcada ao horário exato em que os animais foram alimentados.
Tecnicamente, a máquina comporta três toneladas de carga, possui uma caçamba com acabamento galvanizado a fogo e fundo em inox e rosca de descarga basculante, o que facilita o transporte e a distribuição mesmo em período de chuva constante.
Pelos rebanhos do País é comum encontrar pecuaristas que não possuem as informações precisas das operações. Em geral, conseguem os melhores resultados aqueles que trabalham com coleta de dados para análise, o que dilui os riscos e reduz eventuais custos com desperdícios.
Mercado


O presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA) da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Pedro Estevão, acredita no crescimento entre 10% e 15% para o setor de máquinas para pecuária como um todo. “De fato, eles estão mais animados do que os demais segmentos, apesar da desconfiança macroeconômica”, diz.

Este nicho vai na contramão do consenso geral, uma vez que, nas projeções da Abimaq, haverá queda de entre 15% e 20% no setor de máquinas. Estevão explica que a pecuária só não consegue alavancar os resultados consolidados porque o segmento possui apenas 13% do valor total deste mercado.
“O desempenho geral do setor de máquinas e implementos vai depender do Plano Safra. Se as condições de financiamento vierem muito restritivas, pode ser que o percentual de 20% salte mais”, comenta o representante.
Em abril entrou em vigor a alta de três pontos percentuais nos juros no Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota). Casale conta que a companhia não sentiu impactos negativos, pois as tarifas continuam atraentes quando comparadas à inflação, diferente de outras empresas que sofreram com o reajuste.
Fonte: CNA


Em busca de mais mercados para as carnes brasileiras


Em meio a um rombo recorde nas contas externas, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) intensificou as conversas com representantes do segmento de carnes para discutir formas de ampliar as exportações do Brasil.

Após a reunião que marcou sua primeira visita oficial à sede da União Brasileira de Avicultura (Ubabef), em São Paulo, o secretário-executivo do ministério, Ricardo Schaefer, disse ontem a jornalistas que o Brasil pode expandir as exportações de carnes bovina, suína e de frango em 1 milhão de toneladas. Não há prazo para que essa meta seja alcançada, afirmou.
Nós acreditamos que podemos expandir as exportações em pelo menos 1 milhão de toneladas. Colocamos isso como uma meta a ser atingida", disse o secretário-executivo do Mdic. Além de Francisco Turra, da Ubabef, participaram do encontro o presidente da Associação Brasileira da Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Antonio Camardelli, e o diretor de mercado interno da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), Jurandi Soares Machado.
Segundo Schaefer, o esforço de coordenação para ampliar as vendas de carnes se dará a partir da meta, ainda que sem um prazo definido. "A partir dessa meta, temos uma agenda. No caso da Ásia, o setor de carnes já fez uma prospecção em Myanmar. O que falta é o governo fazer agenda específica lá. Essa é uma das ações que estão no nosso radar", afirmou ele.
Questionado sobre o porquê de firmarem uma "agenda estratégica" apenas agora, Schaefer afirmou que o encontro realizado ontem é parte de um esforço pessoal dele, que vem se encontrando com outras associações setoriais desde que assumiu o cargo em meados do ano passado. Ele negou, porém, que havia descoordenação nas tratativas.
"Não há descoordenação. O que há é uma interlocução direta do setor privado com diferentes órgãos de governo. Estamos propondo a criação de uma agenda estratégica para que possamos desenvolvê-la de maneira mais coordenada".
Um dos principais pleitos dos produtores de carnes, a abertura do mercado da Indonésia para a carne de frango do Brasil, integra a agenda estratégia definida ontem. Segundo o diretor do Departamento de Negociações Internacionais da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), Márcio Naves de Lima, o governo brasileiro vai "esgotar todos os canais de negociação" antes de abrir um painel contra a Indonésia na Organização Mundial de Comércio (OMC), mesmo que essa opção já esteja autorizada pela Câmara de Comércio Exterior (Camex) desde o fim do ano passado.
Segundo ele, o Ministério de Relações Exteriores deve enviar uma consulta ao governo indonésio sobre a abertura do mercado de carne de frango com base no Acordo sobre Medidas Sanitárias e Fitossanitárias (SPS). Assim que consulta for enviada, a Indonésia terá 30 dias para responder. Só depois disso é que a abertura do painel voltará a ser tratada.
De acordo com Lima, um dos entraves para a abertura do mercado indonésio é a exigência de um modelo de abate "muito mais rígido que o método Halal e que vai além do Codex Alimentarium". Desse modo, afirma o diretor, essa imposição "acaba funcionando como uma barreira".
Fonte: Site do Seagri


Brasil avança para obter status internacional de país livre de aftosa


Aprove ImagemCom todo trabalho de estruturação feito ao longo dos últimos anos e investimentos de R$ 34,8 milhões nos dois últimos anos em sete estados da região Nordeste e no Pará para erradicação da febre aftosa, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento prevê que até maio deste ano essas áreas sejam reconhecidas nacionalmente como livres da doença. A expectativa é que haja também
o reconhecimento desse status pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) em 2014.

Para isso, a Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SDA/Mapa), juntamente com os serviços veterinários oficiais dos estados de Alagoas, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte precisou intensificar as ações de estruturação e vigilância a partir de 2008. A Bahia e Sergipe são os únicos estados nordestinos reconhecidos como zonas livres da aftosa, até o momento.

De acordo com o secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Ênio Marques, uma das exigências para obter o certificado da OIE é que os estados brasileiros passem por uma metodologia de amostragem. “É feita inspeção clinica e colheita sorológica em uma grande parte dos animais dessa região para avaliar a ausência da circulação viral”, disse. Desde o segundo semestre de 2012, foram monitoradas mais de 1,7 mil propriedades rurais e amostrados mais de 71 mil animais, selecionadas aleatoriamente, levando em consideração critérios científicos reconhecidos internacionalmente. O estudo está previsto para encerrar no início do mês de maio.

No Brasil, 89% do rebanho de bovinos e bubalinos, ou 185 milhões de cabeças, está em zona livre de febre aftosa, que representa 60% do território nacional. Com a possibilidade de inclusão de mais 22 milhões de animais nos oito estados em análise, o percentual passaria a ser de 99%. Após esse processo, faltará apenas os estados do Amapá e Roraima e parte do estado do Amazonas serem reconhecidos como livre de febre aftosa. “O Ministério da Agricultura vem trabalhando há anos para que o País tenha o maior rebanho do mundo livre da doença. Com esses avanços, seguramente vários mercados ainda inacessíveis serão abertos”, destacou o diretor do Departamento de Saúde Animal do Mapa, Guilherme Marques.

Um importante passo foi dado nesta terça-feira, 26 de março, no avanço às ações de reconhecimento do país como livre da doença. Autoridades e técnicos do Ministério da Agricultura em Brasília e de sete estados do Nordeste e do Pará estiveram reunidos para avaliar os trabalhos realizados em 2012 e definir o cronograma de atividades para finalizar os trabalhos. O Mapa pretende enviar um relatório à OIE até julho deste ano, mas solicitou às autoridades estaduais que seja finalizada a implementação das medidas estruturais e técnicas indicadas para fortalecimento dos serviços veterinários oficiais da região, que dependem dos governos estaduais.

As iniciativas brasileiras de combate à aftosa vêm sendo implementadas de forma organizada desde a década de 1960. Em 1992, o Governo Federal lançou o Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA), que tem como objetivo principal a implantação progressiva e manutenção de zonas livres da doença. A primeira zona livre foi conquistada em 1998. A execução do programa é compartilhada entre os diferentes níveis de hierarquia do serviço veterinário oficial e tem a participação do setor privado.
 Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento 


Pecuaristas da Bahia vão economizar R$ 10,5 milhões

Na próxima etapa da Campanha de Vacinação Contra a Febre Aftosa na Bahia, em novembro deste ano, apenas os animais com idade até 24 meses serão vacinados.

O anúncio, feito na ultima quinta-feira, (21), pelo secretário estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, durante o lançamento do Plano Safra da Agricultura e Pecuária da Bahia 2011/2012, no Hotel Stella Maris.. Esse é o resultado de um intenso trabalho do governo do Estado através da Seagri/ Agência de Defesa Agropecuária da Bahia.

O parecer favorável do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa), com apoio da Superintendência Federal da Agricultura na Bahia, beneficia aproximadamente 265 mil pecuaristas em 409 municípios baianos.

No total, cerca de 6,5 milhões de animais adultos deixarão de ser vacinados, representando uma economia da ordem de R$ 10,5 milhões para os criadores do Estado. Esse montante poderá ser investido na qualificando do rebanho, consolidando a atividade pecuária em todo o território baiano.

Fonte: Bahia Extra


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