Mostrando postagens com marcador Plantações. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Plantações. Mostrar todas as postagens

Distribuição de mudas promove o fortalecimento da mandiocultura da Bahia

O Governo da Bahia, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), tem incentivado o cultivo de mandioca no estado, garantindo o fortalecimento da cadeia produtiva da mandiocultura e o aumento da renda dos agricultores familiares baianos, através da distribuição de mudas de mandioca de variedades adaptadas a cada região.

Nesta semana, 120 famílias de agricultores do Território de Identidade Velho do Chico receberam 60 mil mudas. A ação foi realizada pelo Serviço Territorial de Apoio à Agricultura Familiar (Setaf/SDR), localizado em Bom Jesus da Lapa. 

A entrega beneficiou agricultores dos municípios de Paratinga, Bom Jesus da Lapa e Sitio do Mato, que contaram com também com a orientação de técnicos da Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater/SDR), sobre o manejo da cultura, colheita das sementes e plantio. 

De acordo com a técnica Ivani Santos, os agricultores da região passaram por um período crítico de seca e a ação possibilita a revitalização do plantio. “Havia grande dificuldade de resgatar as plantações de mandioca e, principalmente, do tipo específico plantado por agricultores desse território, que é utilizada para fazer farinha. Essa ação possibilita fortalecer a mandiocultura desse território”. 


Multiplicação de mudas

A distribuição faz parte do projeto Reniva, coordenado pela Embrapa Mandioca e Fruticultura, com apoio do IF Baiano e Bahiater, com o objetivo de promover a multiplicação de mudas de mandioca com qualidade genética e fitossanitária aos agricultores familiares, para que eles se tornem agentes multiplicadores na sua comunidade e região. 

Os convênios do Reniva são realizados, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR/SDR), com associações e cooperativas, através de recursos oriundos da Superintendência da Agricultura Familiar (Suaf/SDR), para a implantação de maniveiros, onde são produzidas as manivas-semente, que posteriormente são distribuídas para os agricultores familiares. 

Entre os benefícios dessa ação estão a oferta de manivas-semente de mandioca com alta qualidade genética e fitossanitária, resistentes a pragas e doenças, com excelente produtividade, a articulação de políticas públicas para as famílias assistidas, o fomento à agroindustrialização da agricultura familiar da Bahia, a promoção da agregação de valor aos produtos dos sistemas de produção de mandioca e, consequentemente, o aumento de renda das famílias através da expansão da produtividade dessa cultura.

Fonte: Ascom/SDR


Produtores investem em cacau fino para melhorar economia

Produtores investem em cacau fino para melhorar economiaMais de três mil agricultores de 145 comunidades de províncias do Equador foram beneficiados com um projeto denominado Belas Aroma Cocoa lançado pelo Ministério da Agricultura do país no final de 2010.
O projeto consiste na distribuição de mudas de cacau para renovação de área. Mas antes, os produtores recebem treinamento de plantio, poda, fertilização e beneficiamento do fruto para alcançar um cacau com melhor qualidade.
Já foram entregues mais de 30.000 plantas de variedades clonais diferentes atendendo as necessidades de cada região do país. A inciativa, segundo os produtores, tem contribuído bastante para o desenvolvimento das lavouras e consequentemente melhorado a economia deste agricultores. 

Edição: Mercado do Cacau 


Seagri desenvolve planos estratégicos para incrementar cadeias produtivas

Para valorizar o amplo potencial da agropecuária baiana, estruturando cadeias produtivas importantes para o Estado, a Secretaria da Agricultura da Bahia (Seagri), desenvolve planos agrícolas específicos que priorizam culturas consideradas estratégicas. Os planos estaduais do Coco, o Prodebon (borracha natural), e do Leite fomentam ações efetivas de médio e longo prazo para alcançar autossuficiência na produção dessas culturas. Os programas fazem parte das ações previstas no Plano Safra da Bahia 2015/2016, lançado nesta quinta-feira (13), no Bahia Othon Hotel, em Salvador. “A ideia é impulsionar culturas que possuem potencial, reorganizando a estrutura dessas cadeias e viabilizando políticas públicas de fomento à produção, e estimulando o associativismo e o cooperativismo”, explica o secretário da Agricultura da Bahia, Paulo Câmera.

Como maior produtor de coco do Brasil, a Bahia possui área plantada de 75,8 mil hectares, produção estimada em 554 milhões de frutos/ano e Valor Bruto da Produção Agrícola (VBPA) de R$ 273,5 milhões. Do ponto de vista social, essa atividade absorve grande contingente de mão de obra, sendo um grande fixador do homem no campo, responsável por gerar 240 mil empregos no Estado. O potencial dessa atividade no Estado, aliado à demanda nacional e mundial por derivados de coco, sobretudo da água de coco, representa a oportunidade de atração de agroindústrias para a Bahia, exigindo, consequentemente, que a cadeia produtiva esteja estruturada para atender essa necessidade.
Para tanto, foi elaborado o Plano do Coco, pela Câmara Setorial de Fibras Naturais, Subcâmara do Coco, estrutura vinculada à Seagri, fruto da ação coletiva dos principais representantes da cadeia produtiva no Estado, com objetivo de dinamizar e impulsionar a atividade, a partir de ações estratégicas de renovação e ampliação da produção.
Rebanho leiteiro
A Bahia possui rebanho bovino de cerca de 11 milhões de cabeças e desse total 1,5 milhão são de vacas leiteiras, o que coloca o Estado em terceiro lugar no ranking de rebanho leiteiro. Apesar disso, o Estado oscila entre o 23º e 25º lugares em produtividade por vaca ordenhada/ano, com a marca de 540 litros de leite, enquanto estados como Pernambuco e Alagoas produzem 1.500 litros/ano por vaca ordenhada. A produção baiana é de 1,2 bilhão de litros de leite, ao passo que o consumo interno supera o volume produzido em 400,0 milhões de litros ano. Com ações de apoio desenvolvidas nos últimos anos pelo governo do Estado, a produção baiana passou de 945 milhões de litros de leite/ano, em 2006, para 1,24 bilhão em 2011, aproximando-se dos 1,6 bilhão consumido por ano.
Para intensificar ainda mais o apoio á cadeia do leite, a Seagri elaborou, com a participação da Câmara Setorial do Leite, o Plano Estadual da Pecuária Leiteira (Plano Leite Bahia), que promove ações de disponibilização/ampliação de um novo modelo de assistência técnica especializada, da implantação de tanques de resfriamento e usinas de beneficiamento, além de um laboratório de qualidade do leite certificado pelo Ministério de Agricultura (Mapa). O Plano abrange 18 Territórios de Identidade, agrupados em cinco polos regionais por características edafoclimáticas (local, solo, clima e disponibilidade de água) semelhantes.
Prodebon
Com produção de 17,2 mil toneladas/ano de borracha seca e 33,3 mil hectares de áreas cultivadas com seringueiras, a Bahia é o segundo maior produtor do Brasil, estando atrás apenas de São Paulo. Contudo, a carência de política nacional de incentivo à produção de borracha natural provocou o declínio do setor primário dessa cadeia produtiva, com reflexos negativos para as agroindústrias locais.
Nesse contexto, aliado ao crescimento da demanda por borracha natural e à perspectiva favorável do mercado para as próximas décadas, criou-se o Programa de Desenvolvimento do Setor da Borracha Natural do Estado da Bahia (Prodebon). O programa visa alcançar a meta de implantar 100 mil hectares de seringueira até 2032, sendo 75% em sistema agroflorestais (SAF’s) e 25% em substituição de eritrina por seringueira em plantios de cacau, com recursos globais da ordem de R$ 1,6 bilhão, beneficiando cerca de 21 mil produtores, passando dos atuais 6.557 mil postos de trabalho, para 34 mil empregos gerados.

Fonte:
Ascom Seagri
Viviane Cruz – DRT-BA 4735
tEL.:(71)3115-2794 /2737/8718-2872


Deságio no preço de cacau atinge nível recorde


Os números representam um deságio aproximado de US$ 500 dólares por tonelada em relação ao preço internacional 

As cotações internacionais do cacau estão vivendo um período de ascensão, mas isso não está beneficiando o produtor brasileiro. O deságio de cacau em relação ao preço internacional, na ultima quinta-feira (18), chegou a nível considerado recorde por analistas do setor. O fator pode está atribuído ao excesso de abastecimento das indústrias nacionais.    

O preço em bolsa está a cotado US$ 3279 dólares por toneladas e o dólar por sua vez, está R$3,04, porém no mercado interno, o preço praticado está na faixa de R$127,00 – R$ 135,00 a arroba, quando deveria está sendo pago aproximadamente R$ R$150,00 por arroba de cacau em amêndoas.    Os números representam um deságio aproximado de US$ 500 dólares por tonelada em relação ao preço internacional, maior nível dos últimos anos. Desde 2012 o nível mais alto de deságio no setor não ultrapassou a média de US$150. Fonte: Mercado do Cacau  


Café do Oeste da Bahia está perto de ganhar selo de certificação de origem

Segundo o documento oficial, o café produzido na região apresenta metodologia de produção, características e especificidades adequadas para a emissão do selo de certificação de origem, intitulado de Café do Oeste da Bahia, tendo como justificativa que “o café produzido na região delimitada, ao longo dos anos, adquiriu notoriedade, tendo sido exportado para vários países e conquistado diversos prêmios nacionais e internacionais”.
De acordo com o diretor executivo da Associação dos Cafeicultores do Oeste da Bahia (Abacafé), Eudes Boaventura, mais um importante passo no trabalho de Indicação Geográfica do Café do Oeste da Bahia foi concluído. “Chegamos no penúltimo estágio do processo de autorização e liberação do selo de certificação. O próximo passo é o encaminhamento do processo ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) que chancelará a procedência do café mas, desde já, estamos trabalhando em um plano de ação de marketing para divulgar o selo de Indicação Geográfica do Café do Oeste da Bahia”, comemora Boaventura.
O INPI é o órgão responsável pela concessão de uso do selo, que será utilizado para demonstrar o valor e a identidade própria da origem do produto, além de distingui-lo em relação aos seus similares disponíveis no mercado.
Ainda de acordo com o documento, “para delimitação da área da IG, os produtores de café, através da Abacafé, propõem a área situada em altitudes superiores a 700 metros em relação ao nível do mar, estabelecida nos limites territoriais dos seguintes municípios localizados na região Oeste do Estado da Bahia: Formosa do Rio Preto, Riachão das Neves, Barreiras, Luís Eduardo Magalhães, São Desidério, Correntina, Jaborandi e Cocos. Vale ressaltar que apesar da região Oeste da Bahia possuir 24 municípios, não há registros de produção de café arábica fora da área delimitada”.
Fonte:  Seagri


Anvisa agiliza processo de aprovação de agrotóxicos

Sob forte pressão do Ministério da Agricultura e do setor produtivo, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou 19 novos agrotóxicos e produtos equivalentes para aplicação no país só no primeiro bimestre deste ano. Em igual período do ano passado, já sob críticas por causa de uma suposta morosidade nos processos de liberação, foram apenas três.
Para aplacar a insatisfação vinda do campo, o governo já havia autorizado o Ministério da Agricultura, por meio da Medida Provisória 619/2013, a dar o sinal verde, em caráter emergencial, para importação, produção, distribuição, comercialização e uso de agrotóxicos ainda não registrados no país.
A medida teve como objetivo permitir a utilização de defensivos à base de benzoato de emamectina, voltados ao controle da lagarta Helicoverpa armigera, que ataca lavouras de grãos e algodão. Na época, era grande o movimento que defendia o esvaziamento da Anvisa e a criação de uma nova agência só voltada a avaliações de agrotóxicos.
E novas aprovações continuam a sair. Ontem, o Ministério da Agricultura publicou uma portaria (188/2014) que estabeleceu emergência fitossanitária em Minas Gerais, devido ao "baixo" nível de capacidade no combate à broca do café, e amanhã o ministro Antônio Andrade deve anunciar, em evento no Estado, a aprovação emergencial do ciantraniliprole, da DuPont, para combater o inseto. A decisão veio depois de a Anvisa proibir no país, no segundo semestre de 2013, a comercialização do endossulfam, até então o principal produto contra a praga.
Na esteira das autorizações emergenciais, o Ministério da Agricultura também está prestes a liberar o benzovindiflupir, da Syngenta, recomendado para combater a ferrugem asiática da soja. O produto está entre os que foram aprovados neste ano pela Anvisa. O Ministério da Agricultura está avaliando os últimos detalhes para publicar a bula do produto.
Mesmo com o ganho de agilidade da Anvisa, a fila de produtos à espera de análise ainda chega a 1.136, enquanto a lista de produtos que estão sendo analisados chega a 188 fórmulas. Mas o ímpeto das reclamações do setor produtivo diminuiu e a Casa Civil voltou atrás na ideia de criar uma nova agência para essas questões. Até o ano passado, a intenção da Casa Civil era criar a Comissão Técnica Nacional de Agrotóxicos (CTNAgro), subordinada a ela própria, mas com 13 membros de setores da sociedade civil e do governo federal.
Somando-se as liberações emergenciais e as regulares, o Brasil, que já é um dos maiores países consumidores de agrotóxicos do mundo, caminha para registrar vendas de 1 milhão de toneladas desses produtos em 2014. No ano passado, as vendas geraram faturamento superior a US$ 10 bilhões, 8% mais que em 2012 - quando o volume chegou a 823 mil toneladas. Um dossiê feito em 2012 pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) mostrou que, dos 50 produtos mais utilizados nas lavouras brasileiras, 22 são proibidos na União Europeia.
Nessa conta, estão declarados apenas os produtos comercializados de maneira legal. Além deles, ainda existe um mercado informal no Brasil. Segundo dados do Sindiveg, até 2010 os produtos falsificados representavam 5% das apreensões e os contrabandeados, 95%. Em 2013, o percentual de falsificados cresceu para 50%.
Mesmo com a perspectiva de consumo recorde de agrotóxicos no Brasil em 2014, o lobby para a aprovação de mais produtos continua firme e forte. Na quarta-feira passada, deputados da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) se reuniram com o ministro da Agricultura, Antônio Andrade, para pedir agilidade no registro de novos defensivos genéricos para a agricultura.
- See more at: http://www.seagri.ba.gov.br/noticias/2014/03/14/anvisa-agiliza-processo-de-aprova%C3%A7%C3%A3o-de-agrot%C3%B3xicos#sthash.Fbgqkzm9.dpuf


EBDA distribui sementes de feijão e milho em comunidades rural de Ibicaraí

A gerência regional da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA) de Ibicaraí, recebeu no final do mês de março, sete mil quilos de sementes de feijão e milho, disponibilizados pelo Programa Semeando, do Governo do Estado da Bahia, para distribuir aos produtores da Agricultura Familiar dos municípios de Ibicaraí, Floresta azul e Barro Preto durante o Mês de abril. O objetivo da distribuição é aumentar a produção e a produtividade das propriedades rurais, com consequente ampliação da renda e da segurança alimentar e nutricional das famílias da zona rural.
O Programa de Distribuição de Sementes Safra Verão 2013 no município de Ibicaraí vai contemplar as comunidades agrícolas do Jacarandá, Assentamento de Santana, Assentamento Associação Agrícola Campo Novo, atendendo 272 famílias, beneficiando um público médio de mais de 700 pessoas.
Para isso, a EBDA têm profissionais que capacitam às unidades familiares, na distribuição de suas sementes, com a difusão de métodos alternativos para o plantio, produção e armazenamento. “Através do Programa Semeando o produtor terá sementes de qualidade e com o acompanhamento técnico e, consequentemente, eles terão plantas sadias e de boa produtividade, assim, desenvolvendo a agricultura do município”, disse o Diretor de Cooperativismo e Associativismo do Município de Ibicaraí, Danilo Simões.
“Esta é mais uma ação da PMI em conjunto com o EBDA,  nas  politicas de fortalecimento da agricultura familiar, comtemplando com entrega de sementes de feijão e milho, melhorando às condições dos assentados e acampados em nosso município. Já entregamos as demandas das mudas ao EBDA e em breve estaremos também fazendo a entrega destas mudas, que serão de natureza frutífera e essências florestais”, disse Álvaro Caldas.
“Nós criamos condições para que os agricultores familiares assumam a produção de suas próprias sementes, os apoiando, através de assistência técnicas, para que esta ação seja efetivada com sucesso”, afirmou o gerente regional da EBDA de Ibicaraí, Bernardino Rocha.



Texto: Antonio Lima
Fotos: Alvaro Caldas


Na Bahia, estiagem prolongada prejudica quem produz sisal

Plantas estão morrendo por causa da falta de água.
Doenças também prejudicam e o preço não está compensando.

Em toda região sisaleira mais de 100 mil famílias dependem das lavouras de sisal.
Em Conceição do Coité, de onde sai grande parte da produção nacional, as plantas estão morrendo por vários fatores, como a podridão vermelha do tronco, que é causada por fungos e considerada a principal doença da cultura. As folhas das plantas infectadas tornam-se impróprias para o desfibramento.

Além da podridão vermelha do tronco, e ainda pior, tem sido a estiagem prolongada que se abateu sobre a região. No último ano, choveu apenas 270 milímetros em Conceição do Coité, dizimando 50% da lavoura.
Sem chuva e doente, a planta é arrancada facilmente. As fibras não servem para nada e o resultado é produção zero.

Para piorar ainda mais a situação do agricultor, o preço não tem ajudado. Desvalorizado no mercado internacional, hoje o quilo da fibra do sisal é vendido por R$ 1,24, preço mínimo pago pelo governo.
Em 2011, a Bahia produziu quase 80 mil toneladas de sisal. O ano passado, a produção caiu para pouco mais de 48 mil e a expectativa é de que este ano a queda seja ainda maior.


Agricultura orgânica

A Embrapa Agrobiologia vem há mais de 10 anos gerando conhecimentos e tecnologias para a agricultura orgânica. Em 1993, foi implantado o Sistema Integrado de Produção Agroecologica (SIPA) em parceria com a Embrapa Solos, UFRRJ e PESAGRO-RIO. O local tem servido de base para a maioria das pesquisas em agricultura orgânica do Centro. Os maiores avanços têm sido na identificação de cultivares adaptadas a sistemas orgânicos de produção, no desenvolvimento de substratos apropriados para a produção de mudas, na adequação do uso de leguminosas para adubação verde, de modo a maximizar o aproveitamento do nitrogênio fixado biologicamente, e no ajuste da técnica de plantio direto em sistemas orgânicos de produção de hortaliças, frutas e integração com produção de leite.


Mandioca de 8 metros é encontrada em Goiás

Além de preservar fósseis com mais de onze mil anos, o Museu Serra do Cafezal, em Serranópolis (GO), tem atraído visitantes por outro motivo. O local foi escolhido para armazenar uma mandioca com aproximadamente oito metros encontrada em uma chácara da região. “Até assustei! Da idade que estou nunca vi uma mandioca desse tamanho”, declara a dona de casa Francisca Silva.

Com isso, o movimento no espaço cresceu na última semana. “Pessoas que nunca vieram agora apareçam aqui para visitar a mandioca. Elas acabam trazendo mais moradores também”, afirma a diretora do Museu Serra do Cafezal, Lelise Oliveira.

De acordo com a agrônoma Araí Assis, esse tipo de fenômeno raramente acontece. “Isso é um tipo de anomalia eventual que ocorre em algumas produções. A mandioca cultiva no cerrado tem um desenvolvimento melhor por causa do solo arenoso”, explica.

G1-Go.


Produtor já está atento à escolha de cultivar de soja para safra 2012/2013

Produtor já está atento à escolha de cultivar de soja para safra 2012/2013
Nilton Pires
O ciclo agrícola da soja, principal cultura de verão de Mato Grosso do Sul, está quase finalizado para a safra 2011/2012, e os produtores rurais já participam de eventos sobre cultivares de soja para a safra de soja 2012/2013.
Como explica o analista de Transferência de Tecnologia da Embrapa Agropecuária Oeste, Euclides Maranho, eventos, como Dias de Campo e Encontros Tecnológicos, são uma ótima oportunidade para o produtor observar e analisar o comportamento das cultivares de acordo com algumas condições, como a área de indicação, a resistência a doenças, o ciclo, as épocas de semeadura e as condições do solo.
Para contribuir e transferir tecnologias para os produtores, a Embrapa Agropecuária Oeste (Dourados/MS), empresa vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), realiza e participa de eventos tecnológicos. A primeira participação, em 2012, foi no 14º Encontro Tecnológico Semen Barra, evento na Linha do Barreirão em Dourados. Ainda em janeiro, de 25 a 27, a Embrapa participará do Showtec 2012 em Maracaju/MS.
No 14º Encontro Tecnológico Semen Barra, na sexta-feira, 13 de janeiro, uma equipe da Embrapa Agropecuária Oeste disponibilizou informações sobre cultivares de soja da Embrapa, convencionais e transgênicas, recomendadas para cultivo em Mato Grosso do Sul. As cultivares apresentadas no estande da Embrapa foram as BRS 283, BRS 284, BRS 246RR, BRS 292RR, BRS 318RR e BRS 319RR.
O chefe geral da Embrapa Agropecuária Oeste, Fernando Mendes Lamas, falou durante a apresentação do evento sobre a importância dos agricultores terem à sua disposição diferentes tecnologias. “Para isso, é extremamente relevante que o produtor busque conhecimento e informação para tomar a decisão mais adequada à sua realidade”, enfatizou.
Cultivares da Embrapa
 O produtor rural Imberto Ritter e os filhos Humberto e José Roberto Ritter têm propriedades em Itaporã e Maracaju, totalizando cerca de 550 hectares, e estão na segunda safra da cultivar BRS 246RR e na primeira safra da BRS 292RR. “A 292RR a gente conheceu nesse mesmo evento no ano passado e ela aguentou bem a estiagem dessa safra, se destacando na lavoura”, contou Imberto, dizendo que a tolerância à seca contribuiu para que a perda com a estiagem não fosse maior.
Já os irmãos Milton Misao Hirata e Claudio Hirata, por exemplo, utilizam somente variedades convencionais na propriedade de 500 hectares, localizada na região de Indápolis, distrito de Dourados/MS. As da Embrapa são seis: BRS 239, BRS 267, BRS 282, BRS 283, BRS 284, BRS 285. “No mercado, praticamente a única empresa que tem pesquisa com cultivares convencionais é a Embrapa. Tem muitos vizinhos que vêm nossa lavoura e se surpreendem com a beleza, porque acreditam que só as transgênicas dão bons resultados”, comentou Milton.
Segundo ele, a BRS 282 e a BRS 284 estão no segundo ano de plantio. Já a BRS 285 e a BRS 283 estão no primeiro ano. “A 282 eu encontrei as informações na internet e chamou a atenção por ter genética da Embrapa 48. Na estiagem, está bem tolerante à seca. A BRS 283 a BRS 284 eu conheci no estande da Embrapa no Showtec, que também toleram à seca”.
Entre os motivos para a escolha da BRS 239 é que esta cultivar, em 2009, obteve grande produtividade, sem contar à tolerância à seca. Já a opção pela BRS 267 foi por ser um grão próprio para consumo e “possuir um sabor mais agradável, já que a comunidade japonesa usa muito a soja na culinária”, explicou.
Milton ainda comentou o motivo de terem muitas variedades de soja na lavoura. “Tem produtor que acha que temos variedades demais. Mas analisamos as características da propriedade, como fertilidade, aparecimento de nematoide, incidência de geada e outros detalhes, e depois escolhemos as que vão se adaptar ao local. A gente tira o melhor de cada área e corre menos riscos de perda do quem que usa somente uma variedade”, disse.
Sílvia Zoche Borges, Jornalista, MTb-MG 08223JP
Embrapa Agropecuária Oeste


Zoneamento do abacaxi vai incrementar desenvolvimento de Umburanas




Produção na região pode ser triplicada
(Umburanas - Ba) – “Assim como aconteceu com a cidade de Itaberaba, o abacaxi vai mudar a vida econômica e social do município de Umburanas”, disse na manhã desta sexta-feira, (30), o secretário estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, ao anunciar que o município foi incluído pelo Ministério Agrícola no zoneamento agrícola, conforme portaria publicada no Diário Oficial da União, atendendo à reivindicação do governo do Estado. A notícia foi recebida com palmas pelo prefeito Raimundo Nonato da Silva, secretários de Agricultura de cidades vizinhas e mais de uma centena de produtores reunidos na sala de eventos do Fórum da Cidadania de Umburanas. Salles afirmou que “vamos mudar a realidade de toda região e dar sustentabilidade à cadeia do abacaxi, que é cultivado aqui essencialmente por agricultores familiares”. Ele informou ainda que busca junto ao Mapa também a inclusão no zoneamento dos municípios de Ourolândia, Mirangaba e Campo Formoso.
O zoneamento desta cultura é um marco importante para o município que conta hoje com 1.200 hectares plantados e cultivados por centenas de agricultores familiares, e produção anual de 19 mil toneladas, segundo dados da Secretaria da Agricultura de Umburanas. De acordo com o secretário, a expectativa agora é que o município possa até triplicar a produção, transformando o município em um dos maiores produtores do País. Entre outras conseqüências positivas, o zoneamento permite que os agricultores tenham acesso a créditos para custeio e investimentos.
Nesse sentido, a gerente de negócios - Pronaf do Banco do Nordeste do Brasil, BNB em Jacobina, Luciene Rosas do Carmo, complementou a boa notícia divulgada pelo secretário: “a partir de dezembro nós já estaremos iniciando as operações de custeio”. Em novembro, as solicitações de créditos já deverão estar sendo analisadas pelo banco. Para viabilizar a elaboração dos projetos, técnicos da EBDA e da Adab serão designados para visitar as áreas plantadas e elaborar o orçamento de produção.
Ficou definido também que até o mês de novembro próximo, um seminário será realizado no município com o objetivo de atrair novos agricultores para plantarem abacaxi e discutir o crescimento da abacaxicultura na região. Durante o evento o BNB fará o cadastramento dos produtores interessados em contratar financiamento.
“Nós sabemos plantar e agora com essa boa notícia nós vamos desenvolver planos de desenvolvimento com as cooperativas e associações”, disse o presidente da Cooperbahia, Cícero Gomes, que com o prefeito Raimundo Nonato e os membros do Comitê Gestor do Abacaxi haviam solicitado à Secretaria da Agricultura que intercedesse junto ao Ministério da Agricultura para incluir o município no zoneamento agrícola do abacaxi.
Com produção de 140 mil toneladas registrada no ano de 2010, a Bahia se mantém como quarto maior produtor de abacaxi, atrás do Pará, Minas Gerais e Paraíba. A produção no Estado representa 10% da produção nacional. 54% da produção estadual está concentrada nos Território de Piemonte do Paraguaçu e Diamantina.
Assistência técnica e indústria
O secretário Eduardo Salles anunciou que nos próximos dias a prefeitura de Umburanas e a Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola, EBDA, vão assinar convênio para a implantação de um Posto Avançado, Pavan, no município, atendendo à solicitação dos agricultores familiares, no sentido de ampliar a assistência técnica aos produtores de abacaxi.
Outra questão defina no encontro do secretário com os produtores foi a busca de alternativas para reativação de uma indústria instalada há alguns anos na região, e que não funciona, para verticalizar a cultura, produzindo abacaxi desidratado.
“Estamos entrando em uma nova era do abacaxi no município”, disse o prefeito Raimundo Nonato, aceitando a sugestão do secretário de realizar anualmente a Festa do Abacaxi, como já acontece em Itaberaba. “Eventos assim fortalecem a cultura e cria a tradição na região”, explicou.
Ascom Seagri – 30 de setembro de 2011
Josalto Alves – DRT-Ba 931


Cultivo comercial da carambola garante bom retorno ao produtor

A fruta tem poucas calorias, é saborosa, rica em vitamina C e minerais. Nativa da Ásia, a carambola chegou ao Brasil há pelo menos dois séculos.
 
A carambola chegou ao Brasil há pelo menos dois séculos e se deu tão bem nas nossas terras, que virou planta comum em quintais e pomares domésticos das regiões mais quentes do país. Mas a carambola também é cultivada em plantações comerciais. Em São Paulo, ela vem dando bons resultados para um grupo de agricultores.

A fruta, além de ser bonita e saborosa, é rica em vitamina C e minerais. Ela ainda tem poucas calorias. Nativa da Ásia, não é preciso nem precisa descascar para comê-la.

As primeiras mudas comerciais de carambola chegaram ao noroeste de São Paulo pelas mãos de Kiyoshi Shimazaki. O agricultor nasceu na Primeira Aliança, comunidade fundada por imigrantes japoneses em Mirandópolis, há 86 anos, e assim como seus pais, sempre viveu e trabalhou na roça.

De olho no mercado, foi um dos pioneiros da fruticultura na região. “Eu vi que a fruta, no futuro, era um bom negócio, e aí comecei a investir, porque dá em quantidade”, afirma.

O sítio da família Shimazaki tem 100 hectares. Kiyoshi cuida da propriedade com a ajuda do filho Júlio, que também é técnico agrícola. O pomar é bem diversificado, com mexerica, graviola, abiu, manga e pitaia.

O plantio de carambola começou há 30 anos. Hoje, já são mais de mil pés. O começo não foi fácil porque naquela época ninguém entendia muito da fruta e não havia nem produtor de muda em São Paulo. Por isso, Kiyoshi saiu andando pela vizinhança à procura de sementes. Do primeiro plantio, cem pés de carambola vingaram e entre eles um chamou atenção.“Dos cem, um estava muito bonito, então eu investi nele”, conta.

Em parceria com a Esalq, a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, Kiyoshi foi selecionando os filhos dessa planta e criou uma nova variedade, batizada como ‘C1’.

A família Shimazaki hoje produz quatro variedades diferentes de carambola. Com diversidade de cores, tamanhos e sabores, a família consegue agradar os mais diferentes consumidores.

A caramboleira é uma árvore muito produtiva, uma única planta pode render até 500 quilos de fruta por ano. Para isso, é preciso investir no manejo. “A carambola exige muito da adubação. Fazemos a química no máximo quatro vezes ao ano, uma adubação orgânica, duas vezes ao ano, e mensalmente uma adubação foliar”, explica o agricultor, Julio Shimazaki.

O controle de pragas e doenças também tem que ser caprichado, como explica o agrônomo Roberto Cekiya, que dá assistência à propriedade. “A carambola não costuma ter muitos problemas com pragas ou doenças, mas a principal delas é a mosca das frutas e a lagarta. Elas causam uma lesão que deprecia a fruta para a comercialização. Outro problema ligado a doenças da carambola é o fungo”, afirma.

Para reduzir estes problemas, os frutos que caem no chão são recolhidos e retirados do pomar. O controle é feito com a aplicação de inseticidas e fungicidas. Para controlar o mato, a família Shimazaki não usa herbicida, só capina. O serviço é feito por uma roçadeira, que além de cortar as plantas, joga a palhada debaixo das fruteiras.

“Com uma roçadeira ecológica, o capim é jogado totalmente embaixo da copa. Com isso, há um abafamento das ervas daninhas. Não precisamos usar herbicidas, mantemos a umidade do solo, deixamos ele mais fresco. Assim fazemos um trabalho ecologicamente correto”, afirma Júlio Shimazaki. Outra medida importante: para não faltar água e não comprometer a produtividade, todo o pomar é irrigado.

Naturalmente, a carambola produz por seis meses ao longo do ano, mas a família Shimazaki utiliza um sistema de manejo que estende essa produção por onze meses. A técnica consiste em uma poda feita de forma alternada. O corte dos galhos induz a planta a florar. A área é dividida em talhões e a cada semana um deles é podado. Assim, a produção vai se estendendo ao longo do ano.

“Primeiro é feito uma limpeza na entrada, chamada de janela, para ventilar melhor. Depois se faz uma limpeza na planta, retirando brotos improdutivos. No meio é tirado o broto ladrão, um galho ereto, que fica posicionado lá no centro. Ele é considerado ladrão porque não produz nada. Isso é tirado aleatoriamente para a árvore não ficar totalmente careca. É só para ficar uma copa mais baixa”, explica o agricultor.

A poda também serve pra evitar que as plantas fiquem muito altas. Para facilitar a colheita, o ideal é que a caramboleira tenha no máximo, dois metros e meio de altura.

Do campo, as frutas seguem para o barracão, onde são selecionadas e embaladas. “Hoje a nossa produção chega a cerca de 200 toneladas de fruta ao ano”, afirma o agricultor.

Animados com o sucesso da família Shimazaki, outros produtores decidiram investir nessa fruta, como Mílton Murai, que há onze anos, só planta carambola. “Para ter uma carambola de boa qualidade, tem serviço para o ano todo, então não tem dado tempo para fazer outra coisa, por isso produzo apenas a carambola”, declara o agricultor.

Mílton cuida sozinho das 340 caramboleiras. De manhã faz a colheita e depois de cumprir a meta do dia se dedica a outras atividades, como o raleio dos frutos. “Como a árvore fica muito carregada, a gente tira um pouco para as melhores poderem crescer, a gente costuma tirar as que ficam presas entre os galhos, e que estão machucadas ou tortas”, explica.

Na hora de preparar as frutas para a venda, Milton conta com a ajuda da mãe e da mulher. Por ano, a família Murai produz 15 mil caixas, com dois quilos de carambola. “Por cada caixinha eu tiro dois reais”, afirma.

Assim como a família Shimazaki, Mílton manda toda a produção para a cidade de São Paulo. As carambolas sadias, mas sem padrão pra mesa, ficam em Mirandópolis, em uma fábrica que produz frutas desidratadas. “Aqui nós processamos as frutas da região, como a goiaba, o abacaxi, a carambola, manga e o mamão”, diz Paulino Nakashima, dono da indústria.

As carambolas são lavadas, higienizadas, fatiadas e vão para uma estufa, que retira toda a água das frutas. “Em média leva de 10 a 12 horas para a carambolas desidratar”, explica.

Depois desse processo, as estrelinhas de carambola estão prontas para o consumo. “Em cada safra processamos mais ou menos três toneladas, o rendimento varia de cinco a dez por cento. A cada três toneladas dá em torno de 300 quilos", conta.

Seca ou in natura, a carambola tem mercado, principalmente nos grandes centros urbanos, o que vem garantindo um bom retorno para os produtores da região. O cultivo da carambola tem espaço para crescer no Brasil, porque a fruta só não vai bem nas regiões frias e sujeitas a geadas.

 Fonte de pesquisas : Globo Rural


Chuchu

De manejo fácil e colheita durante o ano inteiro, o produto apresenta boa composição nutricional e tem grande aceitação no mercado nacional

Revista Globo Rural
A fama de vegetal sem graça e sem sabor não faz jus às qualidades do chuchu. Enquadrado na categoria de hortaliça-fruto, ele é rico em fibras, possui vitaminas A, B1 e C, potássio, magnésio, fósforo e ferro. Além de conter muita água, tem baixo teor de calorias e é digestivo, o que o torna um excelente diurético, indicado ainda como auxíliar no controle de hipertensão, problemas renais e urinários. Não bastassem essas propriedades, ele é também a escolha certa para quem tem interesse em cultivar uma hortaliça fácil de produzir, rústica, que não exige tratos especiais no manejo, cresce bem em pequenos espaços e nasce em qualquer lugar. Tudo o que o chuchu precisa é de um local sombreado e fresco para germinar. Apoiado em uma latada ou caramanchão, a planta se desenvolve sem dificuldades.

Mercado também não é um problema para o chuchu, que tem demanda firme entre os consumidores do país. Como exemplo, ele figura em quatro lugar – perde apenas para tomate, cenoura e pimentão – entre os legumes mais comercializados no primeiro semestre do ano no terminal paulistano da Companhia de Entrespostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), o maior centro de distribuição de hortifrútis do país. Nada mal para um produto tido como “sem graça”.

De sabor suave, o chuchu é comumente utilizado na composição de saladas, refogados, recheios de tortas, suflês, sopas e cremes. Sua casca apresenta-se lisa ou com pequenos espinhos, podendo ser arredondado ou ter a forma de pera. A cor do produto é sempre verde, variando do claro ao bem escuro.

Nasce do chuchuzeiro (Sechium edule), uma cucurbitácea perene. O caule da planta serve para fabricação de papel, e os feixes tratados são utilizados na confecção de chapéus. Cozidas, fritas ou reduzidas a fécula para a preparação de doces, as raízes, que ficam a 25 centímetros de profundidade, também são comestíveis. O chuchuzeiro é uma trepadeira que deve ser conduzida por meio de tutoramento. Com ramas longas e filamentos enrolados – as gavinhas –, desenvolve-se bem sobretudo em locais onde o clima é ameno. Geadas ou calor em excesso podem interferir na brotação e no pegamento do fruto, que também é conhecido como caxixe ou machucho.


MÃOS À OBRA
>>> INÍCIO O plantio do chuchuzeiro é feito com chuchus-semente, frutos obtidos na própria plantação. Para dar início a um plantio, procure por produtores mais experientes, com matrizes selecionadas e frutos mais sadios. Eles devem ser bem formados, originários de culturas uniformes, produtivas e livres de pragas e doenças.
>>> AMBIENTE O cultivo do chuchuzeiro adapta-se melhor em áreas com temperaturas amenas, variando entre 15 ºC e 25 ºC. Durante o inverno, o frio intenso e as geadas impedem o desenvolvimento do plantio. A queda de flores é provocada por calor e chuvas em excesso, além de doenças fúngicas.
>>> PLANTIO Pouco exigente em solo, sendo inclusive muito tolerante à acidez, o chuchuzeiro tem, no entanto, produtividade mais elevada quando encontra solos de textura média, soltos e leves, com boa fertilidade ou adequadamente adubados. A planta não tolera excesso de água e o solo deve ser bem drenado. Os chuchus-semente devem ser plantados após a pré-brotação. Para isso, são colocados sobre o leito de terra em local sombreado, ventilado e ligeiramente úmido, um ao lado do outro. Os maduros apresentam a semente germinada em 15 dias, porém, somente devem ser plantados quando o broto atingir cerca de 12 centímetros. Acomode os chuchus-semente no sulco ou na cova, sem cobrir com terra, evitando o apodrecimento. O simples contato com o solo provoca rápido enraizamento.
>>> LATADA A condução da planta é tradicionalmente em latada (espaldeira), pois os frutos pendentes tornam-se de coloração mais desejável e são mais visíveis na colheita. Construa a latada fincando mourões firmemente no solo e espaçados com três metros entre si para servir de suporte de fios de arame liso de números 12 ou 16. Faça uma malha de arames cruzados a 1,80 metro do solo, altura que facilita o manejo no plantio. Ao lado de cada mourão, planta-se um chuchu-semente germinado.
>>> ADUBAÇÃO Para a implantação da cultura, é necessário contar com fósforo em abundância, o que favorece o desenvolvimento das raízes. Também é preciso duas fontes de potássio. Adubações de cobertura podem ser aplicadas mensalmente, sobretudo quando se inicia o crescimento da haste principal e o florescimento. No caso de manter a cultura no terreno por mais de um ano, aplica-se uma cobertura de nitrogênio e potássio antes da nova brotação, a qual ocorre no início da primavera.
>>> CUIDADOS A irrigação é fundamental para manter a boa produtividade da hortaliça. As regas devem ocorrer por sulco, cuja localização deve ser paralela à linha de plantio, para permitir molhamento ao redor de cada planta. Também pode ser feita por aspersores instalados na extremidade de tubos a dois metros do solo. O sistema de gotejamento vem sendo utilizado mais recentemente.
>>> PRODUÇÃO Após o plantio do chuchu-semente germinado, são necessários de 80 a 110 dias para começar a colheita. No auge do desenvolvimento de ramas e frutos, pode ser necessário realizar colheita em dias alternados, obtendo-se frutos tenros e mais adequados para a comercialização.

RAIO X
>>> SOLO: solto, leve e de textura média, com boa fertilidade ou adubado
>>> CLIMA: temperatura amena, entre 15 ºC e 25 ºC
>>> ÁREA MÍNIMA: cinco metros quadrados
>>> COLHEITA: de 80 a 110 dias após o plantio
>>> CUSTO: o chuchu-semente é oriundo da própria plantação


*Caroline Pinheiro Reyes é engenheira agrônoma e analista do Setor de Implementação da Programação de Transferência de Tecnologia (SIPT) da Embrapa Hortaliças, Rod. Brasília-Anápolis, BR-060, km 9, Gama (DF), Caixa Postal 218, CEP 70359-970, tel. (61) 3385-9039
Onde comprar: horticultores espalhados pelo país podem fornecer o chuchu-semente
Mais informações: Serviço de Atendimento ao Cidadão da Embrapa Hortaliças (SAC), tel. (61) 3385-9110, sac@cnph.embrapa.br
por João Mathias | Consultora Caroline Pinheiro Reyes  


Comunidade indígena aprende técnicas de Cultivo de Banana

A comunidade indígena da Serra das Trempes II, situada no município de Una, no Sul da Bahia, participou, nos dias 30 e 31 de maio, de um curso de “Cultivo de Banana”, oferecido pela Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri), através da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola S.A. (EBDA), em parceria com a prefeitura municipal de Buerarema. A capacitação foi ministrada pelo técnico da EBDA, Paulo Beline, para 15 agricultores familiares, na Escola Indígena Tupinambá, localizada na comunidade.
As atividades foram iniciadas com um ritual indígena, que, segundo o líder da comunidade, Aristeu Amaral, “atrai energias positivas para o local do evento”. A seguir, iniciou-se a apresentação de temas, como: importância da preservação do meio ambiente, escolha da área para o plantio, preparo do solo, aplicação de calagem/adubação, e plantio, manejo, colheita e beneficiamento da cultura da banana. No segundo dia, os agricultores colocaram em prática, no campo, o que aprenderam em sala de aula, com a supervisão do técnico da EBDA.
            Bananeiras na região
              Na região cacaueira, por muitas décadas, a bananeira serviu apenas para o sombreamento dos cacauais. Mas, com a crise do cacau e a necessidade de diversificação da produção agrícola, a banana e seus subprodutos apareceram como uma alternativa a mais para a geração de renda. “São saídas que o agricultor familiar tem para agregar valor à área de cultivo. Ao plantar com a utilização de tecnologia e manejo adequados é possível produzir e comercializar a banana, de forma satisfatória”, lembrou o técnico Beline.
A vida útil do bananal é de 12 a 15 anos, porém, em grande parte da região, a planta morre em dois ou três anos, devido à falta de técnicas apropriadas, o que facilita a proliferação de pragas e doenças. ”Plantamos de forma aleatória, sem nenhuma orientação técnica, por isso não conseguimos produzir para comercializar. Acredito que, agora, isso vai mudar”, assegurou Aristeu Amaral, que informou que a maioria dos bananais da comunidade está doente.
  
O secretário de Agricultura de Buerarema, Gildásio Gonzaga, explicou aos participantes como funciona o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), o qual determina que, pelo menos, 30% dos produtos da merenda escolar, devem ser oriundos da agricultura familiar. “Por ser um produto de qualidade e que traz benefícios para a saúde, a banana faz parte da relação de produtos que compramos e oferecemos, em forma de doces, vitaminas, aos alunos das escolas do nosso município”, informou o secretário, incentivando os produtores a produzir a fruta.
Verticalização
No final do curso, os agricultores visitaram um estande, montado pela EBDA na comunidade, com produtos que podem ser feitos com a banana, como doces, biscoitos, bolos, bebidas, aguardente, vinagre, artesanatos, entre outros. “O nosso objetivo é incentivá-los a produzir e comercializar o fruto, não só na forma natural, como transformando-o em co-produtos, e trabalhando, dessa forma, com a verticalização da cadeia produtiva da banana”, ressaltou Beline.

Por: Jamilly Rodrigues


Cana, laranja e pecuária são destaques do novo Plano Agrícola

O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Gilson Bittencourt, fala sobre o Plano Agrícola e Pecuário 2011/2012
Numa tentativa de diminuir o problema da escassez de etanol, o governo vai incentivar o plantio, a ampliação ou renovação das lavouras de cana. Para isso, o novo Plano Agrícola e Pecuário, anunciado nesta terça-feira (31/05), fixa em R$ 1 milhão o limite de crédito para os produtores de cana. Os secretários de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, José Carlos Vaz, e o adjunto de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Gilson Bittencourt, detalharam as principais novidades para o setor, que entram em vigor no dia 1º de julho, quando tem início a safra 2011/2012. O novo plano beneficia especificamente os setores sucroalcooleiro, de produção de suco de laranja e pecuário.

Bittencourt informou que os recursos para a renovação da lavoura serão limitados a 20% da área já em produção. Como a linha terá validade para as próximas quatro safras, o produtor poderá renovar até 80% do canavial nesse período, com taxa de juros de 6,75% ao ano e cinco anos para pagar, incluindo 18 meses de carência. O secretário disse ainda que a linha é focada em produtores independentes, devendo atender principalmente os médios, e não para usinas, que produzem cerca de 70% da cana brasileira.

Com o objetivo de estimular a compra de reprodutores e matrizes bovinas ou bubalinas, o governo está criando uma linha de crédito de até R$ 750 mil por pecuarista. E, finalmente, fechando os três setores destacados pelo ministro da Agricultura, Wagner Rossi, será aberta linha especial de crédito para a laranja, com limite de R$ 30 milhões por agroindústria.

Além disso, para simplificar as operações e dar incentivos similares a diversos produtos, foi fixado em R$ 650 mil o limite de crédito único para todas as culturas e atividades. Para algumas, o limite vinha decrescendo, chegando a ser de R$ 200 mil. “Isso fazia com que o crédito se concentrasse mais em soja e milho, e o controle era quase impossível de ser feito”, disse Bittencourt. A intenção do governo é dar uma certa igualdade entre aqueles produtos que tinham certa prioridade no passado, por serem commodities de exportação, e os produtos voltados mais diretamente ao consumo interno.

Por: Agência Brasil 


Relembrando a Batata Gigante encontrada aqui em Ibicaraí em 2008

Por: Portal da Noticia do Brasil em agosto de 2008              

http://www.vejaki.com.br/wp-content/uploads/batata_gigante.jpg 
Um morador da cidade de Ibicaraí á 39,3 km de Itabuna, no Sul do estado da Bahia, teve uma surpresa quando colhia algumas verduras no quintal. Entre as verduras, estava uma batata-doce fora do normal, uma batata gigante. Ela pesa quase 17 kg e resultado de uma plantação feita há um ano.
Segundo Wilson Pimentel, dono da batata, “foi muito curioso encontrar uma batata gigante no meu quintal”. De acordo com informações do site RankBrasil, até maio deste ano, a maior batata doce colhida em solo brasileiro foi de 4,2 kg, no estado de Santa Catarina.
A batata colhida em Ibicaraí é quatro vezes maior. O fato se tornou notícia. Os moradores do local ficaram curiosos e a todo instante querem ver para crer. “Eu vim observar para ver se é realidade mesmo”, declara um morador.
De acordo com um engenheiro agrônomo, a batata é uma raiz tuberosa e geralmente funciona como órgão de reserva da planta. Por isso, às vezes, pode ocorrer das reservas serem canalizadas só para uma raiz, fazendo com que cresça além do normal.
Os fatores de crescimento podem estar relacionados ao terreno ou ao adubo. O fenômeno ocorrido em Ibicaraí é raro: o terceiro registrado no país. A batata do comerciante Wilson pode ser comida normalmente.


Twitter Delicious Facebook Digg Favorites More